Pois é... casei-me com um indiano. Antes mesmo da Glória Perez resolver colocar no ar suas idéias sobre a Índia e o povo indiano. Eu e o Nicky nos conhecemos a bordo do Explorer of the Seas, um dos 22 navios da Royal Caribbean. Eu estava vindo de um contrato a bordo do Serenade... ele, vindo do Enchantment... eu no meu segundo contrato, ele no seu quinto contrato.
Desde a primeira vez que o vi, fiquei apaixonada por ele. Ele era (e agora, que está mais velho, muito mais) lindo, charmoso, engraçado, meigo. Quis Deus que fosse ele, o homem da minha vida e, depois de muitos trancos e barrancos, estamos casados e vivendo no Brasil.
Eu e o maridão, enquanto ainda éramos namorados, trabalhando no Explorer.
Antes de nos casarmos, o visitei em Goa, estado da Índia, muito parecido com o nosso Brasil baronil, devido a colonização portuguesa. Goa foi para mim, uma grande surpresa... um estado bucólico, tranquilo, com praças e ruas com nomes portugueses.
Goa é um estado da Índia. Situa-se entre Maharashtra a norte e Karnataka a leste e sul, na costa do Mar da Arábia, a cerca de 400 km a sul de Bombaim. É o menor dos estados indianos em território e quarto menor em população, e o mais rico em PIB per capita da Índia. A sua língua oficial é o concani, mas ainda existem pessoas neste estado que falam português, devido ao domínio de Portugal na região por mais de 400 anos. As suas principais cidades são Betul Beach, Cape Rama, Chauri (Canacona), Mapusa, Margão (Madgaon, pronúncia aproximada em concanim) e Panaji (ou Pangim, antigo nome português). Goa, a partir de 1510, foi a capital do Estado Português da Índia, tendo sido integrada pela força na União Indiana em 1961. As suas igrejas e conventos encontram-se classificadas como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
A primeira referência a Goa data de cerca de 2200 a.C., em escrita cuneiforme da Suméria, onde é chamada Gubio. Formada por povos de diferentes etnias da Índia, a influência dos sumérios aparece no primeiro sistema de medidas da região.
Por volta de 1775 a.C. os fenícios estabeleceram-se em Goa. No período védico tardio (1000-500 a.C.) é chamada, em sânscrito, Gomantak, que significa "terra semelhante ao paraíso, fértil e com águas boas". O Mahabharata conta que os primeiros arianos que chegaram a Goa eram fugitivos da extinção, pela seca, do rio Saraswati. A eles se uniram os Kundbis vindos do sul, para, durante 250 anos, resgatar solo do mar, aumentando o espaço fértil entre este e as montanhas.
Cerca de 200 a.C., Goa tornou-se a fronteira sul do império de Ashoka: os dravidianos tinham sido empurrados para o sul pelos arianos, como refere a Geografia de Estrabão. Por volta de 530-550, Goa é citada como um dos melhores portos do Industão, sendo chamada de Sindabur, Chandrapur ou Buvah-Sindabur pelos árabes e turcos.
Depois do império Maurya (321-185 a.C.) Goa foi disputada por vários impérios em batalhas sangrentas. Por volta do século X Goa, então concentrada em torno do rio Zuari, prosperou pelo comércio com os árabes. Em 1347 caiu sob domínio islâmico e muitos templos a deuses hindus foram destruídos.
A presença portuguesa na Índia teve início em meados de 1500. Goa foi cobiçada por ser o melhor porto comercial da região. A primeira investida portuguesa deu-se em 1510, de 4 de Março a 20 de Maio. Nesse mesmo ano, em uma segunda expedição, a 25 de Novembro, Afonso de Albuquerque, auxiliado pelo corsário hindu Timoja, tomou Goa aos árabes, que se renderam sem combate, por o sultão se achar em guerra com o Decão.
Com a derrota dos muçulmanos da região, em 1553 um quinto dela estava sob domínio português, recebendo o nome de «Velhas Conquistas». Os governadores portugueses da cidade pretendiam que fosse uma extensão de Lisboa no Oriente e para tal criaram algumas instituições e construíram-se várias Igrejas para expandir o cristianismo e fortificações para a defender de ataques externos.
A partir de meados do século XVIII verifica-se um alargamento dos territórios de Goa, que passam a integrar as «Novas Conquistas».
Com a chegada da Inquisição (1560–1812), muitos dos residentes locais foram convertidos violentamente ao Cristianismo por missionários, ameaçados com castigos ou confisco de terra, títulos ou propriedades. Para escapar à Inquisição, milhares de goeses fugiram e estabeleceram-se nas cidades vizinhas de Mangalore e Karwar.
A decadência do porto no século XVII foi conseqüência das derrotas militares dos portugueses para a Companhia Neerlandesa das Índias Orientais dos Países Baixos no Oriente, tornando o Brasil e, mais tarde, no século XIX, as colónias africanas, o centro econômico de Portugal. Houve dois curtos períodos de dominação britânica (1797-1798 e 1802-1813) e poucas outras ameaças externas após este período.
Durante o domínio britânico na Índia, muitos habitantes de Goa emigraram para Mumbai, Calcutá, Puna, Karachi e outras cidades. O isolamento de Goa diminuiu com a construção das vias férreas a partir de 1881, mas a emigração em busca de melhores oportunidades econômicas aumentou. Em 1900 Goa teve seu primeiro jornal bilíngüe gujarati-português.
Templo Hindu em Goa.
Especiarias.
Nicky numa das mil praias de Goa.
Adoro essa praia.
Festividades Hindus em Margao.
Outro templo, exemplo de arquitetura!
Eu caminhando em Varca Beach.
Mercado de Doces em Margao.
Igreja em Panjim (qualquer semelhanca com o Nordeste...)
Nicky e eu em Cabderam... rio que desagua no mar... coqueiros... paz!
Eu em Selaulim Dam...
Nicky e eu em Dona Paula, North Goa. Fazia um calor!!!!