domingo, 13 de junho de 2010

O Uso do Celular

Gostaria de falar sobre o uso do aparelho celular enquanto estamos em público. Todos sabemos que a tecnologia está cada vez mais MARAVILHOSA. Os aparelhos de celular estão, por sua vez, cada vez mais completos e, além do básico, que é fazer e receber ligacoes, permitem ao proprietário a realização de fotos e vídeos, sem falar no uso de rádios FM e MP3.

Pois bem, essa semana fui viajar com meu esposo e minha família a Águas de Lindóia, no interior do estado de SP. Fiz uma viagem interessante, de ônibus, saindo de São Paulo. O busão parava em TODAS as cidades do Circuito das Águas, ou seja, Itatiba, Morungaba, Pinhalzinho, Amparo, Bragança, Socorro, Serra Negra, Lindóia e finalmente, Águas de Lindóia. Era um entra e sai de passageiros, que dava vontade de chorar. Sem falar no tempo... se eu estivesse de carro, seriam 3h30... de Viação Bragança, durou cerca de 6hs. Uma loucura... Mas, voltemos ao tema...

Em São Paulo, 2 cidadãos estilo Neymar (jogador do Santos, ou seja, já senti antipatia pelos guris logo de entrada), sentaram-se nas poltronas atrás de mim e do Nicky. Até aí, tudo bem. Mas, foi só o ônibus ligar os motores, que os "filhos da p*" ligaram o celular... no rádio FM. Com o som bem alto... E lá fomos nós, rumo a Águas, com 2 funkeiros atrás de nós, ouvindo aquelas "deliciosas canções de baile dos morros do RJ". No meio da viagem, pedi para que eles abaixassem o som, porque eles tinham direito de ouvir a música assim como eu tinha o direito de viajar em silêncio. Eles me olharam como se eu fosse louca. Tive que reclamar com o motorista e, só depois disso, é que eles desligaram o tal radinho.

Na volta, em Morungaba, entrou outro Neymar. Dessa vez, ele curtia "Calcinha Preta" e fomos até Itatiba, ouvindo aquela "gororoba" que ganha dinheiro, porque esse país é um país de i-letrados (criação minha), que prefere gastar dinheiro num CD de uma dupla amazonense que não sabe cantar, nem compor... a comprar um bom livro e enriquecer o vocabulário.

Outro dia, eu estava na fila do banco quando um cidadão, de posse de um novo NEXTEL (sei que é novo, porque ele virava e desvirava o aparelho nas mãos, para TODO MUNDO ver), começou a conversar em viva-voz com uma guria do outro lado da linha. Como a ligação durou cerca de 6 minutos, no final, eu sabia (e todo mundo que estava na fila) que ele (o cidadão) tinha esquecido de comprar o pão e a cerveja do churrasco e que ela (a guria) precisava de dinheiro para pagar um empréstimo.

Na boa, celular em público... um pouco de bom senso é mais do que necessário. Quer ouvir música? Usa um fone de ouvido... quer fazer perguntas pessoais? Tira do viva-voz. Simples assim. Afinal, todos sabemos, a liberdade de um começa onde termina a do outro.

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