Ontem, enquanto dirigia pelas ruas da cidade, passei a prestar atenção nas ciclovias construídas nas principais praias. Tem ciclovia na Av. Adhemar de Barros, que vai do centro ao Ferry Boat, tem na praia do Guaiúba, tem na Av. Puglisi, tem na Praia da Enseada, tem em tudo quanto é lugar.
Para quem não sabe, o Guarujá, cidade onde vivo desde que nasci, em 1974, salvo alguns anos em que fiquei nos USA, foi outrora considerada a "Pérola do Atlântico", graças a beleza de suas dezenas de praias, cada uma com uma característica distinta.
Entre as décadas de 1970 e 1980, a cidade cresceu descontroladamente, com o surgimento de diversos loteamentos e edifícios. Já de olho no aumento de eleitores, os políticos da época, incentivaram a vinda de nordestinos a cidade, auxiliando na transferência de seus títulos eleitorais, na construção de "barracos" em áreas sensíveis da cidade, etc. O número de migrantes que chegou na cidade foi tão grande que, hoje, Guarujá tem o maior número de nordestinos fora do Nordeste, proporcionalmente no que se refere a área geográfica ocupada.
Os migrantes, em sua maioria, ocupam áreas de risco na cidade e também contribuíram para o aumento de favelas na cidade. Aliou-se a essa situação, a "mania" política de dar tudo a população pobre. Dá-se a eles: título de posse, gás, estudo, hospital, bolsa escola, etc.
Pois bem: a população como um todo, incluindo-se aí os nordestinos, os nortistas, passaram a exigir inúmeras melhorias para a cidade. E a que mais pedidos teve? A construção de ciclovias, porque a população queria e precisava de segurança (?). Pois bem: ciclovias proliferaram na cidade. Tem em todos os lugares, em todas as vias de grande movimento.
Então, agora, eu volto ao ínicio desse texto: estive olhando as ciclovias do Guarujá. E fiquei surpresa ao constatar que todas ficam vazias! Ciclista guarujaense gosta de pedalar nas ruas e avenidas e não nas ciclovias. Aí, o motorista de carro tem que dividir as avenidas com bicibletas lotadas ocupadas por quem pedala, por uma criança na cadeirinha da frente e pela mulher (esposa, namorada, amante, amiga, colega) sentada atrás. Para que pediram segurança? Para que pediram ciclovias? Para pedalarem nas avenidas? E correrem riscos de vida? Não entendo o povo guarujaense. Juro que não entendo. Dá até vontade de chorar!

Você esqueceu de dizer que as ciclovias ficaram de uso exclusivos de mosquitos ( Guaiúba ) e de veranistas ( Praias )
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