Que me perdoem os muçulmanos simpatizantes do Talibã!!! Mas, estou chocada com as coisas que eles são capazes de fazer em nome de Allah! Aliás, pobre Allah, leva a culpa por tudo.
Apesar de ter sido chamada de inculta, aqui mesmo nesse blog, a pouco tempo atrás, tenho o hábito da leitura. Aliás, amo ler! Leio muitos livros por mês, que alugo lá na biblioteca do Guarujá. Convém dizer que a biblioteca da nossa cidade tem um acervo muito bom, com diversos livros; após fazer uma ficha lá, o leitor pode pegar emprestado um livro por vez e ficar com ele por 20 dias.
Mas, vamos lá, aos muçulmanos. Os últimos livros que tive a oportunidade de ler foram os excepcionais títulos de Kalhed Hosseini: "O Caçador de Pipas" e "A Cidade do Sol". Esse último foi o que mais me tocou. Amei o livro, amei a sensibilidade do autor em descrever a vida de duas mulheres afegãs, muçulmanas, num Afeganistão dominado por radicais islâmicos do movimento Talibã.
Num resumo bem interessante, tirado do site www.submarino.com.br, o livro fala sobre Marian e Laila. Veja que interessante:
"Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rasheed, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela História, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a História continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios."
Lendo esse livro belíssimo, aprendi que, antes mesmo dos USA serem alvo do ódio incontrolável dos Talibãs, o Afeganistão já se dividia em quatro distintos grupos com apenas uma coisa em comum: a devoção a Allah. Apesar disso, os pashtuns, tadjiques, hazaras e uzbeques, cada um a seu modo, interpretam o Corão de maneira diferente e, daí, surgiram os problemas.
Por favor, não me interpretem mal!! Lembrem-se, esse blog é apenas um reflexo da minha opinião pessoal!! Nao sou jornalista, nem tenho pretensão de ser. Por isso, meus comentários não tem embasamento científico. Não fiz pesquisa sobre a história muçulmana, nem nada.
Então, voltando ao primeiro parágrafo, fiquei passada ao ver como a mulher é menosprezada no Afeganistão!! Além de ser surrada, a torto e a direito, tem que se sujeitar a andar vestida com aquelas roupas horrorosas, chamadas Burqas, com o único objetivo de não ser vista por nenhum outro homem, que não seja seu esposo... que, aliás, diga-se de passagem, tem o direito garantido por lei, de copular com quantas esposas quiser.
Quem me conhece, sabe que sou casada com um indiano. Sabe, também, que tive a oportunidade de morar naquele país por alguns meses. Sabe, também, que foi uma experiência maravilhosa, que só adicionou cultura e conhecimento a minha personalidade (oops!!!). Na Índia, existem muitos muçulmanos. Muitooooooossss! Lá também, eles podem se casar com várias mulheres. Também podem dar umas porradas e tabefes se acharem que elas se comportam de maneira inadequada. Vai entender. Em tempo, meu marido NÃO é muçulmano!
Mas não é so isso!!! Veja algumas atividades que foram banidas no regime Talibã (de acordo com o site http://www.wikipedia.com.br/):
a) leitura de livros (somente o Corão poderia ser lido com frequência);
b) Portar câmeras sem licença;
c) Cinema, televisão, uso de videocassette (considerados decadentes e promotores da pornografia e ideais não muçulmanas);
d) Uso de internet;
e) Música;
f) As mulheres somente poderiam sair acompanhadas de um homem;
g) Empinar pipas, considerado perda de tempo, além de serem usadas em rituais hindus;
h) Aparição de mulheres em fotos;
i) Plantio de ópio;
j) Rinha de cães;
k) Previsão do tempo;
l) Boxe: embora o esporte continuasse a ser praticado no país, os competidores não podiam participar de torneios internacionais, porque não tinham autorização para cortar suas barbas (PIADA).
m) Artes (pintura, estátuas, esculturas de outra religião).
O regime Talibã impedia as mulheres de trabalhar e tinha regras rígidas sobre a educação feminina. Em alguns casos, as mulheres eram impedidas de terem acesso a hospitais públicos para que não fossem tratadas por médicos ou enfermeiros homens. As mulheres não podiam sair de casa sem acompanhantes homens e saíam somente pela porta de trás do ônibus. As mulheres que eram viúvas ou que não possuíam filhos eram consideradas não pessoas pelo Estado e muitas vezes enfrentavam a fome.
De qualquer maneira, eu indico esse livro para aqueles que desejam aprender alguma coisa sobre o Afeganistão e sobre o Talibã... quem fizer isso aprenderá também que, apesar de possuir grande número de radicais, o Islamismo é uma religião muito bonita, ainda que intrigante. Saberá também que, nem sempre, a opinião de uma nação é igual àquela que seus políticos propagam. Torço diariamente, principalmente depois de ler os livros mencionados, para que a população afegã consiga se levantar e lutar por uma nação livre, tolerante, justa.
"Criou os céus e a Terra pela verdade, inserindo a noite no dia e o dia na noite; e submeteu o Sol e a Lua que deslizam para um termo pre-determinando. Não é Ele, o Poderoso, o Perdoador?"
Tirado do Corão.

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