sábado, 31 de julho de 2010

Afeganistão!

Que me perdoem os muçulmanos simpatizantes do Talibã!!! Mas, estou chocada com as coisas que eles são capazes de fazer em nome de Allah! Aliás, pobre Allah, leva a culpa por tudo.

Apesar de ter sido chamada de inculta, aqui mesmo nesse blog, a pouco tempo atrás, tenho o hábito da leitura. Aliás, amo ler! Leio muitos livros por mês, que alugo lá na biblioteca do Guarujá. Convém dizer que a biblioteca da nossa cidade tem um acervo muito bom, com diversos livros; após fazer uma ficha lá, o leitor pode pegar emprestado um livro por vez e ficar com ele por 20 dias.

Mas, vamos lá, aos muçulmanos. Os últimos livros que tive a oportunidade de ler foram os excepcionais títulos de Kalhed Hosseini: "O Caçador de Pipas" e "A Cidade do Sol". Esse último foi o que mais me tocou. Amei o livro, amei a sensibilidade do autor em descrever a vida de duas mulheres afegãs, muçulmanas, num Afeganistão dominado por radicais islâmicos do movimento Talibã.

Num resumo bem interessante, tirado do site www.submarino.com.br, o livro fala sobre Marian e Laila. Veja que interessante:

"Mariam tem 33 anos. Sua mãe morreu quando ela tinha 15 anos e Jalil, o homem que deveria ser seu pai, a deu em casamento a Rasheed, um sapateiro de 45 anos. Ela sempre soube que seu destino era servir seu marido e dar-lhe muitos filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Laila tem 14 anos. É filha de um professor que sempre lhe diz: "Você pode ser tudo o que quiser." Ela vai à escola todos os dias, é considerada uma das melhores alunas do colégio e sempre soube que seu destino era muito maior do que casar e ter filhos. Mas as pessoas não controlam seus destinos. Confrontadas pela História, o que parecia impossível acontece: Mariam e Laila se encontram, absolutamente sós. E a partir desse momento, embora a História continue a decidir os destinos, uma outra história começa a ser contada, aquela que ensina que todos nós fazemos parte do "todo humano", somos iguais na diferença, com nossos pensamentos, sentimentos e mistérios."





Lendo esse livro belíssimo, aprendi que, antes mesmo dos USA serem alvo do ódio incontrolável dos Talibãs, o Afeganistão já se dividia em quatro distintos grupos com apenas uma coisa em comum: a devoção a Allah. Apesar disso, os pashtuns, tadjiques, hazaras e uzbeques, cada um a seu modo, interpretam o Corão de maneira diferente e, daí, surgiram os problemas.

Por favor, não me interpretem mal!! Lembrem-se, esse blog é apenas um reflexo da minha opinião pessoal!! Nao sou jornalista, nem tenho pretensão de ser. Por isso, meus comentários não tem embasamento científico. Não fiz pesquisa sobre a história muçulmana, nem nada. 

Então, voltando ao primeiro parágrafo, fiquei passada ao ver como a mulher é menosprezada no Afeganistão!! Além de ser surrada, a torto e a direito, tem que se sujeitar a andar vestida com aquelas roupas horrorosas, chamadas Burqas, com o único objetivo de não ser vista por nenhum outro homem, que não seja seu esposo... que, aliás, diga-se de passagem, tem o direito garantido por lei, de copular com quantas esposas quiser.

Quem me conhece, sabe que sou casada com um indiano. Sabe, também, que tive a oportunidade de morar naquele país por alguns meses. Sabe, também, que foi uma experiência maravilhosa, que só adicionou cultura e conhecimento a minha personalidade (oops!!!). Na Índia, existem muitos muçulmanos. Muitooooooossss! Lá também, eles podem se casar com várias mulheres. Também podem dar umas porradas e tabefes se acharem que elas se comportam de maneira inadequada. Vai entender. Em tempo, meu marido NÃO é muçulmano!

Mas não é so isso!!! Veja algumas atividades que foram banidas no regime Talibã (de acordo com o site http://www.wikipedia.com.br/):

a) leitura de livros (somente o Corão poderia ser lido com frequência);
b) Portar câmeras sem licença;
c) Cinema, televisão, uso de videocassette (considerados decadentes e promotores da pornografia e ideais não muçulmanas);
d) Uso de internet;
e) Música;
f) As mulheres somente poderiam sair acompanhadas de um homem;
g) Empinar pipas, considerado perda de tempo, além de serem usadas em rituais hindus;
h) Aparição de mulheres em fotos;
i) Plantio de ópio;
j) Rinha de cães;
k) Previsão do tempo;
l) Boxe: embora o esporte continuasse a ser praticado no país, os competidores não podiam participar de torneios internacionais, porque não tinham autorização para cortar suas barbas (PIADA).
m) Artes (pintura, estátuas, esculturas de outra religião).

O regime Talibã impedia as mulheres de trabalhar e tinha regras rígidas sobre a educação feminina. Em alguns casos, as mulheres eram impedidas de terem acesso a hospitais públicos para que não fossem tratadas por médicos ou enfermeiros homens. As mulheres não podiam sair de casa sem acompanhantes homens e saíam somente pela porta de trás do ônibus. As mulheres que eram viúvas ou que não possuíam filhos eram consideradas não pessoas pelo Estado e muitas vezes enfrentavam a fome.

De qualquer maneira, eu indico esse livro para aqueles que desejam aprender alguma coisa sobre o Afeganistão e sobre o Talibã... quem fizer isso aprenderá também que, apesar de possuir grande número de radicais, o Islamismo é uma religião muito bonita, ainda que intrigante. Saberá também que, nem sempre, a opinião de uma nação é igual àquela que seus políticos propagam. Torço diariamente, principalmente depois de ler os livros mencionados, para que a população afegã consiga se levantar e lutar por uma nação livre, tolerante, justa.

"Criou os céus e a Terra pela verdade, inserindo a noite no dia e o dia na noite; e submeteu o Sol e a Lua que deslizam para um termo pre-determinando. Não é Ele, o Poderoso, o Perdoador?"
Tirado do Corão.

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